Urina espumosa: quando é normal e quando investigar?

Urina espumosa: quando é normal e quando investigar?

A urina espumosa é um achado que chama atenção e costuma gerar dúvidas. Muitas pessoas percebem a presença de espuma no vaso sanitário e, por isso, passam a se perguntar se isso pode indicar algum problema nos rins. Embora essa preocupação seja compreensível, nem sempre a urina espumosa está relacionada a doença.

Neste artigo aqui no site, explico em quais situações a urina espumosa é considerada normal e quando, de fato, merece investigação médica.


Quando a urina espumosa pode ser considerada normal

Antes de tudo, é importante saber que em algumas circunstâncias, a presença de espuma ocorre sem qualquer alteração renal. Isso pode acontecer, por exemplo, quando:

  • O jato urinário é mais forte

  • A urina está mais concentrada por desidratação

  • Há resíduos de produtos de limpeza no vaso

Nesses casos, a espuma tende a desaparecer rapidamente e não se repete em todas as micções.


Urina espumosa persistente: quando ligar o sinal de alerta

Por outro lado, quando a urina espumosa ocorre de forma frequente, em praticamente todas as vezes que a pessoa urina, é importante investigar. Isso porque a espuma persistente pode indicar presença de proteína na urina, condição chamada de proteinúria.

A perda de proteína ocorre quando o filtro dos rins está alterado, permitindo a passagem de substâncias que deveriam permanecer no sangue.


Doenças que podem causar urina espumosa

Entre as condições mais associadas estão:

  • Doença renal crônica

  • Diabetes com acometimento renal

  • Hipertensão arterial

  • Glomerulopatias

Além disso, a urina espumosa pode vir acompanhada de outros sinais, como inchaço nas pernas, pressão alta ou alterações em exames laboratoriais.


Quando procurar avaliação médica

Vale buscar avaliação quando a urina espumosa:

  • É persistente

  • Vem associada a inchaço ou cansaço

  • Aparece junto com exames de urina alterados

Nesses casos, a investigação precoce ajuda a evitar progressão da doença renal.


Exames que ajudam na investigação

  • Exame de urina tipo 1

  • Relação albumina/creatinina urinária

  • Creatinina e taxa de filtração glomerular


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Dra. Liliana Kassar

Nefrologista formada pela UFAL, UNIFESP e USP, especializada em tratamento de doenças renais e transplante, atua como nefrologista do ICESP-FMUSP. Realizou estágio em diálise domiciliar no Canadá, atuou como preceptora de nefrologia da USP e está com doutorado em andamento em nefropatias hereditárias pela USP.

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